Orientação:
- Copie ou cole a impressão em seu caderno.
- Leve para a sala os exercícios resolvidos.
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Clarice Lispector
Na obra de Clarice Lispector, a caracterização e as ações são elementos secundários. Importa-lhe captar a vivência interior das personagens e a complexidade de seus espaços psicológicos. Daí resultam uma narrativa introspectiva e o monólogo interior, em que muitas vezes percebe-se o envolvimento do narrador, ficando difícil estabelecer as fronteiras entre narrador e personagens. Essa centralização na consciência contribui para a digressão, a fragmentação dos episódios e o desencadeamento do "fluxo de consciência", isto é, a expressão direta dos estados mentais, nos quais parece manifestar-se diretamente o inconsciente, do que resulta certa perda da sequência lógica.
Na trilha filosófica do existencialismo, Clarice enfatiza a angústia do homem diante de sua liberdade para escolher o curso que deseja dar à sua vida. Essa escolha é necessária, já que sua existência não está predeterminada, e a maneira de cada indivíduo ser e estar no mundo e entendê-lo resulta de sua própria opção. Assim, ele tem a liberdade de optar por uma vida autêntica e questionadora, mas isso provavelmente o levará a enxergar um mundo absurdo em que nada faz sentido e, consequentemente, a afundar-se num abismo de perplexidades. Por outro lado, pode refugiar-se na banalidade e nos interesses imediatos, limitados e efêmeros, os quais certamente nunca o deixarão plenamente satisfeito.
As narrativas de Clarice Lispector quase sempre focalizam um momento de revelação, um momento especial em que a personagem defronta-se subitamente com a verdade. Esse momento especial é o que se chama epifania, que é uma manifestação súbita, provocada por uma experiência que, a princípio, mostra-se simples e rotineira, mas acaba por mostrar a força de uma inusitada revelação. Os objetos mais simples, os gestos mais banais e as situações mais cotidianas provocam uma iluminação repentina na consciência da personagem.
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Exercícios
1. Identifique, entre os trechos de Clarice Lispector abaixo, aquele que pode corresponder a um momento de epifania:
a) "a mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que a cozinheira lhe contara do tempo de orfanato".
b) "De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos.
Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quese majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela."
c) "O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara para trás para sempre. Mas o mal estava feito."
2. Que corrente filosófica influenciou a obra de Clarice Lispector?
3. Segundo a filosofia existencialista, a angústia seria resultante de quê?
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Interessante!
Veja a entrevista com a Clarice Lispector:
Parte 1 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 1
Parte 2 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 2
Parte 3 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 3
Parte 4 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 4
Parte 5 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 5
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1. Identifique, entre os trechos de Clarice Lispector abaixo, aquele que pode corresponder a um momento de epifania:
a) "a mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que a cozinheira lhe contara do tempo de orfanato".
b) "De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos.
Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quese majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela."
c) "O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara para trás para sempre. Mas o mal estava feito."
2. Que corrente filosófica influenciou a obra de Clarice Lispector?
3. Segundo a filosofia existencialista, a angústia seria resultante de quê?
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Interessante!
Veja a entrevista com a Clarice Lispector:
Parte 1 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 1
Parte 2 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 2
Parte 3 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 3
Parte 4 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 4
Parte 5 - Entrevista com Clarice Lispector - Parte 5
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E as respostas da atividade?
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