segunda-feira, 27 de setembro de 2010

2ºA,2ºB e 2ºC - A Carta Argumentativa

Disciplina: Língua Portuguesa

Orientação:
      -Tudo o que está aqui já foi trabalhado em sala, mas quem desejar consultar as perguntas e o texto na íntegra, estará nesta postagem.


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A Carta Argumentativa

1º Passo:
         - Leia o texto abaixo:

       São Paulo, 6 de setembro de 1999
       Exmo. Sr. Deputado Paulo Vasconcelos


       Em breve o Congresso Nacional estará revendo a Constituição promulgada em 88. Entre os temas polêmicos que farão parte dessa revisão certamente estará a obrigatoriedade do voto.
       A discussão sobre esse assunto perde sentido sem uma reflexão sobre seu significado. Durante anos a sociedade brasileira buscou reinstaurar a democracia, regime em que o voto tem papel decisivo, já que é canal privilegiado de expressão da vontade popular.
      Se a democracia plena está inevitavelmente vinculada à possibilidade de escolher, o próprio ato de votar deveria ser uma escolha. É assim nos Estados Unidos, país considerado por muitos como exemplar modelo democrático.
      Portanto, é de se estranhar que, em uma democracia, o direito do voto transforme-se em obrigação. Os votos nulos e brancos quase ganharam as eleições de 89 em alguns recantos do país. Boa parte dos eleitores de votos brancos e nulos apenas cumpriram uma obrigação para não sofrerem as penalidades da lei. Estes votos até podem servir para expressar a descrença de inúmeros brasileiros. Mas enquanto não ficar claro que voto é direito, expressão de uma vontade, não estaremos construindo um Estado verdadeiramente democrático.
      Apenas quando entendermos de fato que o voto é um direito, não obrigação, poderemos também entender o que significa direito à vida, à liberdade, à saúde e educação, à igualdade de oportunidades e outros direitos garantidos pela Constituição mas não pela prática social.
      Por isso gostaria de, enquanto cidadã, ver-me representada por V. Exª. Conto com a lucidez que tem demonstrado para defender em plenário a não obrigatoriedade do voto. Como eu, tenho certeza de que muitos brasileiros agradecem seu apoio e decidida vontade de contribuir para a construção de uma verdadeira democracia brasileira.
      Respeitosamente, 


                                                                           C.S.S.
                                                 (Celeste Sampaio Saião,20,professora)
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Exercícios

1. A carta argumentativa apresenta certas características formais semelhantes às da carta pessoal, tais como: data, vocativo, corpo do texto (assunto), expressão cordial de despedida e assinatura. Identifique cada uma dessas partes.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

3ºA e 3ºB - Trabalho sobre Orações Subordinadas Adverbiais

Disciplina: Língua Portuguesa


Orientações:
         - O trabalho deve ser feito em grupo;
         - A sala deve dispor os integrantes em 9 grupos, com no mínimo 3 e no máximo 5 integrantes;
         - Todos os integrantes devem participar;
         - O trabalho é composto por:
                             - Denominação e como identificar o seu tipo de Oração Subordinada;
                             - A apresentação e explicação de ao menos um exemplo por pessoa;
                             - O grupo deve abordar todas as conjunções que integram a sua modalidade;
                             - Uma atividade feita em sala pelos integrantes do grupo.
         - As datas de apresentações são:
                             - 3ºA: 27/09 (2ª feira)e realização da atividade no dia 29/09 (4ª feira);
                             - 3ºB: 27/09 (2ª feira), com realização da atividade no mesmo dia;

 Critérios de Avaliação:
        - 2,0 de apresentação + 1,0 de atividade feita pelo grupo na sala = 3,0 pontos;
        - Na apresentação será avaliada os conceitos utilizados para explicar a sua oração sub. adv. (1,5) + Postura e Linguagem na Apresentação (0,5);
        - A atividade será composta de todos os temas para resolver em sala e sem consulta.


          Temáticas:                                               Grupos 

Oração Subordinada                      3ºA ( Carolina, Camila, Amanda e Roger)
  Adverbial Causal:                         3ºB ( Ingrid, Janaina, Jéssica e Priscila F.)


Oração Subordinada                      3ªA (Dilan, Erick, Lucas A, Bruno e Leandro)    
Adverbial Consecutiva:                   3ºB  (Bruno, Leonardo, Mariana M, Lucas Dávila)


Oração Subordinada                      3ºA (Adriana, Amanda, Beatriz, Isabella e Raquel)
Adverbial Comparativa:                  3ºB ( Bruna C, Bárbara, Bruna B, Vivian e Letícia)


Oração Subordinada                      3ºA (Pamela, Izadora Garcês e Thamires)
Adverbial Condicional:                   3ºB ( Mariana Carneiro, Renan, Geovana,
                                                                                        Débora e Raphaela)

Oração Subordinada                      3ºA (Aline, Núbia, Drielle e Jéssica)
Adverbial Conformativa:                 3ºB (Caline, Carla, Mayara, Monique e Natália)


Oração Subordinada                      3ºA (Gabriela, Isabella V, Nicolas, Stefani e Aline)
Adverbial Concessiva:                    3ºB (Amanda Melo, Gabrieli Valadares,
                                                                Giulia, Thamires e Mariana S.)

Oração Subordinada                      3ºA (Caroline Cavalcante, Lohany, Morgana e Rodrigo)
Adverbial Final                               3ºB (Gustavo, Davi, Leandro e Priscila M.)


Oração Subordinada                      3ºA (Bruna Lopes, Isadora de Castro e Izabella Garcês)
Adverbial Proporcional                  3ºB (Lucas S, Lucas L, Priscila Costa, Cibeli e Gabriel)


Oração Subordinada                     3ºA (Catarina, Carolina Costa, Celso, Kelly e Caique)
Adverbial Temporal:                      3ºB ( Kelly, Bárbara, Denise, Rebeca e Angélica)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

8ªB - Trabalho sobre Quadrinhos

Disciplina: Leitura e Interpretação de Textos


Orientação para o trabalho: 
       - Desenvolver para cada temática da história de Dom Quixote, quadrinhos que representem o momento da história;
       - Os quadrinhos na montagem final devem apresentar o sentido de coerência, ou seja, ligação de ideias;
       - Os quadrinhos devem ser feitos em folha sulfite, soltos, e depois serão colados num papel especial para criar o efeito de conectividade;
       - Cada grupo terá uma pessoa que será o líder. Esta pessoa participará do próprio grupo e, somente ela, poderá manter contato com líder de outro grupo;
       - Os líderes devem garantir que as ideias de um grupo com o outro estejam conectadas;
       - É perceptível que se algum grupo falhar, os outros serão prejudicados, sendo assim, será permitida a ajuda de um grupo com o outro dentro dos critérios de nota.
       - Valores de nota e critérios de avaliação serão apontados a seguir;

Peso da Nota e critérios de avaliação
      - Valor do Trabalho: 3,0 (grupo) + 1,0 (sequência das ideias e montagem na parede da sala) = 4,0 pontos;
      - Critérios de Avaliação para o grupo: 1,0 para expressão de ideias a serem transmitidas pelas personagens + 1,5 de acabamento dos quadrinhos + 0,5 organização da equipe e disciplina durante o trabalho = 3,0 pontos.
       - Critérios de Avaliação para sequência das ideias e montagem na parede da sala: 0,5 para a conexão dos quadrinhos de cada grupo + 0,5 para aparência em sala = 1,0 ponto.


Grupo:                                         Temas:
  Vitor                 - Aqui apresentamos Dom Quixote de La Mancha;
  Vitor                 - Dom Quixote parte em busca de glórias;
  Vitor                 - A preciosa maneira com que Dom Quixote é armado cavaleiro;
  Vitor                 - O primeiro acontecimento importante após ser armado cavaleiro;
Gustavo              - Aqui continuamos narrando os fatos do nobre cavaleiro;
Gustavo              - A solução encontrada para afastar Dom Quixote da Biblioteca;
Gustavo              - De como Dom Quixote consegue um fiel escudeiro;
Gustavo             - A incrível batalha contra os moinhos de vento;
Gustavo             - A estupenda vitória sobre o cavaleiro de Biscaia;
Kathellyn            - As consequências de um namorico do brioso Rocinante;
Kathellyn            - O que sucedeu ao engenhoso fidalgo na estalagem que ele teimava em chamar de castelo;
Kathellyn             - O encontro de dois poderosos exércitos assistidos por nossos heróis (ou a batalha contra o rebanho de ovelhas);
Kathellyn           - O cavaleiro da Triste Figura;
Kathellyn            - A conquista do elmo de Mambrino;
Paula                 - Dom Quixote liberta os prisioneiros, que lhe agradecem;
Paula                  - Um plano meio complicado para salvar Dom Quixote;
Paula                  - A volta à estalagem e novos acontecimentos notáveis;
Paula                 - A estranha forma que inventaram para conduzir Dom Quixote;
Paula                  - Uma muito estranha e suspeita procissão;
Nathália             - Retorno à casa e período de convalescença de Dom Quixote;
Nathália             - Dom Quixote parte em busca de sua Dulcineia;
Nathália             - A tropa comandada pelo demônio;
Nathália             - Dom Quixote desmascara um falso cavaleiro;
Nathália             - Uma justa explicação antes do encontro com os leões;
Letícia               - Um justo e oportuno descanso de nosso heroi;
Letícia               - Quando se descobre que a arte de zurrar pode provocar uma guerra;
Letícia              - A famosa aventura do barco encantado;
Letícia               - Dom Quixote se apresenta à bela caçadora;
Letícia               - A entrada triunfal no castelo e outras honrarias;
Aline                 - Uma caçada que resulta pouco agradável para Sancho Pança;
Aline                 - Um desencantamento maior para Sancho Pança;
Aline                - Clavilenho, o cavalo de madeira, e outra aventura;
Aline                 - Por fim, Sancho Pança conquista sua ilha;
Aline                - Acontecimentos que fazem Sancho Pança renunciar à ilha;
Graziella            - O reencontro de Sancho Pança com Dom Quixote e a partida do castelo;
Graziella             - Uma pequena surpresa na estalagem;
Graziella             - A batalha com o Cavaleiro da Lua Branca;
Graziella            - As três mil e trezentas chibatadas de Sancho Pança;
Graziella            - O cavaleiro da Triste Figura encontra a paz final.



Grupos do Trabalho

Agnes                    Daniel                   Aline                   Denise
Danilo                   Gustavo                Anna                   Iara
Paula                    Jacobi                   Carolina R.          Vitor
Rafaela                  Luis H.                  Felipe               
Yngrid                   Mateus                  Guilherme
                             Robson




Gabriel S.             Karolyne               Gabriel Salg.       Graziela
Giulia                    Carolina M.           Isabella               Laís
José                      Gabriela                Lara                    Rafael
Mauro                  Kathelyn              Letícia               Thalita Steinner
Nathália              Sthefany                Luis Claúdio        Ygor
                            Talita Cristina 

sábado, 18 de setembro de 2010

3ºA e 3ºB - Exercícios de Literatura

Disciplina: Língua Portuguesa

Orientação:
        - Não é necessária a cópia dos exercícios;
        - Responda os exercícios indicados abaixo;
        - A correção será feita na 2ª feira, tanto no 3ªA** quanto no 3ºB***.
        - Estes exercícios e os do cadernos são base para a prova de 5ª feira que só será DISSERTATIVA.

Observação:
        ** Em virtude da aplicação do Simulado, o 3ºA perderá duas aulas comigo. Desta forma, na 2ª feira, ao invés de ser aula de Apoio Curricular de Português, teremos aula de Português.
        *** No 3ºB, não terá alteração no horário.

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Exercícios de Literatura

Páginas referentes ao livro didático - 3º ano/Português

- Página 287 e 288 - Exercícios 1,2,3,4c e 6.

- Página 312 e 313 - Exercícios 1,2,3,4 e 6.

- Página 333 e 334 - Exercícios 1,2,3 e 4.

3ºA e 3ºB - João Cabral de Melo Neto

Disciplina: Língua Portuguesa

Orientações:
          - Copiar e/ ou colar o conteúdo desta postagem em seu caderno.
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João Cabral de Melo Neto

 

      João Cabral de Melo Neto (1920-1999) é o mais importante poeta da geração de 45 e um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Sua poesia dá continuidade a certos traços delineados na poesia de Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes, tais como a poesia substantiva, a objetividade e a precisão dos vocábulos. Sua obra inaugural, Pedra do sono (1942), já apresentava uma inclinação para a objetividade ( o lado "pedra", do título), embora esteja identificada com a orientação surrealista (o lado "sono").
    A partir da obra seguinte, O engenheiro (1945), verifica-se um afastamento da linha surrealista e uma tendência crescente à geometrização e à exatidão, como se o poeta procurasse ter como exemplo o trabalho de um engenheiro.
    Talvez se possa afirmar que a poesia de João Cabral tenha sido a primeira a estabelecer um corte profundo entre poesia romântica e moderna. Para o poeta, a poesia não é fruto de inspiração nem de estados emocionais, como o amor, a alegria; ela resulta de um trabalho racional, árduo, que implica fazer e desfazer várias vezes o texto até que ele atinja sua forma mais adequada.
    No conjunto da obra de Cabral, destacam-se três tendências fundamentais: a preocupação com a realidade, na qual se destaca seu trabalho mais conhecido, Morte e Vida Severina, a reflexão permanente sobre a criação artística, e o aprimoramento da poética da linguagem objeot, isto é, a linguagem que, pela própria construção, procura sugerir o assunto retratado.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

2ºA, 2ºB e 2ºC - Concordância Verbal

Disciplina: Língua Portuguesa

Orientações:
              - Copiar e/ou colar a impressão desta postagem em seu caderno p/ 2ª feira. (20/09/10)
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Concordância Verbal

Regra Geral
      O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

1. O sujeito é simples - O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa.
Exemplo:    As saúvas eram uma praga.
                  Tu não és inimiga dele, não?

2. Sujeito Composto e da 3ª pessoa

- Anteposto ao verbo: Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo, este irá para o plural.
Exemplo:    A esposa e o amigo seguem sua marcha.

- Posposto ao verbo: Quando o sujeito composto vier posposto ao verbo, este irá para o plural ou concordará com o núcleo mais próximo:
Exemplo:   Já chegaram a Curitiba o presidente e sua comitiva.
                 Já chegou a Curitiba o presidente e sua comitiva.

- Núcleos sinônimos: Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo e os núcleos forem sinônimos, o verbo poderá ficar no singular ou ir para o plural.
Exemplo:   A coragem e o destemor caracteriza seu comportamento.
                 A coragem e o destemor caracterizam seu comportamento.

3. Sujeito composto de pessoas diferentes
     Quando o sujeito composto for formado por diferentes pessoas gramaticais, o verbo irá para o plural, na pessoa que tiver prevalência.
Exemplo:     Foi o que fizemos Capitu e eu. 

4. Sujeito composto resumido por tudo, nada, ninguém etc.
    Quando o sujeito composto for resumido por TUDO, NADA, NINGUÉM etc., o verbo ficará no singular.
Exemplo: Jogos, espetáculos, viagens diversões, nada conseguiu satisfazê-lo.


Casos Particulares

5. Núcleos do sujeito unidos por ou
- Se a conjunção ou indicar exclusão, o verbo concordará com o sujeito mais próximo:
Exemplo:     Paulo ou Antonio será o presidente.

- O verbo irá para o plural se a ideia expressa se refere a todos os sujeitos:
Exemplo:     Era tão pequena a cidade, que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta.

6. Núcleos do sujeitos unidos por com
- Usa-se mais frequentemente o verbo no plural:
Exemplo:    Ele com mais dois acercaram-se da porta.

- Pode-se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro sujeito, e também quando o verbo vier antes deste:
Exemplo:    À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha, chegavam outros pretendentes.

7. Núcleos do sujeito unidos por nem
- Usa-se comumente o verbo no plural:
Exemplo:    Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.

- Todavia, é admissível a concordância no singular, quando o verbo preceder o sujeito:
Exemplo:    Não o convidei eu nem minha esposa.

8. Núcleos do sujeito são infinitivos
    O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados e, no singular, se genéricos, indeterminados:
                 O Comer e o beber são necessários.

9. Sujeito Coletivo
    O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do singular:
                 A multidão vociferava ameaças.
                 O exército dos aliados desembarcou na Itália.

Observação:
    Se o coletivo vier seguido de substantivo plural e anteceder ao verbo, este poderá ir para o plural, quando se quer salientar não a ação do conjunto, mas dos indivíduos:
                Uma grande multidão de crianças, de velhos, de mulheres penetraram na caverna.

10. A maior parte de; grande número de...
    Sendo o sujeito uma das expressões a maior parte de, a maioria de, uma porção de, grande parte de, grande número de etc, seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ir para o singular ou para o plural:
               A maioria dos funcionários preferiu ( ou preferiram) férias coletivas.

11. Um e outro; nem um nem outro
    Sendo o sujeito uma dessas expressões, o verbo concorda no plural (de preferência) ou no singular:
              Um e outro tinham (ou tinha) parentes no Rio.

12. Um ou outro
    O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro:
             "Respondi-lhe que um ou outro lhe ficava bem".

13. Um dos que; uma das que
    O verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou do plural.
            Ele foi um dos que esteve na manifestação.
            Ele foi um dos que estiveram na manifestação.

14. Mais de um; mais de uma
    - O verbo concorda em regra no singular:
           Mais de um escalador perdeu a vida nesta traiçoeira montanha.

    - O plural será regra se o verbo exprimir reciprocidade:
           Mais de um dos presentes se entreolhavam com espanto.

15. Qual de vós? Quais de vós? Algum de nós, alguns de nós.
    - Quando o sujeito for formado por um pronome indefinido alguns, muitos, poucos etc. ou interrogativo quais? quantos? No plural, seguidos dos pronomes nós ou vós, o verbo concordará com o primeiro ou com o segundo pronome:
          Alguns de nós foram aprovados.
          Alguns de nós fomos aprovados.

         Quais de vós saíram?
         Quais de vós saístes?

         Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis.

    - Se o interrogativo ou o indefinido estiverem no singular, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular:
        Qual de nós será aprovado?

        Algum de vós sabe a resposta.

16. Sujeito: relativo quem
     Quando o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo concordará com o antecedente ou ficará na 3ª pessoa do singular:
       Fui eu quem prometeu.
       Fui eu quem prometi.

17. Sujeito: relativo que
      - O verbo concorda com o antecedente do pronome:
      Eu que falei.
      Tu que falaste.

18. Sujeito: Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa.
      Vossa Excelência agiu com moderação.
      Espero que Vossa Excelência não me faça mal.

19. Substantivos próprios usados no plural
     Certos substantivos próprios de forma plural, como Estados Unidos, Andes, Campinas, levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo; caso contrário, o verbo concorda no singular:
      Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.
      Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro.

  - Observação:
     Quando o sujeito for título de livro ou nome de obra, adimitem-se duas construções:
    Os Sertões glorificaram nossa literatura.
    Os Sertões glorificou nossa literatura.

20. Sujeito Oracional  - verbo na 3ª pessoa do singular
   - Quando o sujeito é constituído por oração, o verbo fica na 3ª pessoa do singular:
   Não adianta discutir esses problemas.

21. Se= Partícula apassivadora
   - O verbo concordará com o sujeito da frase:
   Elaboraram-se novos projetos.
   Aluga-se casa.

22. Se = Partícula ou índice de indeterminação do sujeito
   - O verbo ficará sempre na 3ª pessoa do singular:
    Assistiu-se a belos espetáculos.

23. Haver/ Fazer = impessoais
   - O verbo haver= (existir, ocorrer) e o verbo (indicando tempo) só se conjugam na 3ª pessoa do singular:
    Faz dez anos que não nos vemos.
    Por sorte, ainda havia pessoa em casa.

 24. Dar / Soar / Bater = horário
   - Os verbos dar, bater, soar e sinônimos, empregados com referência às horas, concordam com o número de horas:
    Deram seis horas.
    Deu uma hora.
    Batiam as seis horas no campanário da igreja.
    Soaram seis horas no relógio do acampamento.

Observação:
   - Quando há sujeito, o verbo concorda com ele:
    O despertador do acampamento soou seis horas.

25. Concordância do verbo ser
   - Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos pronomes tudo, nada, isto, isso, aquilo, os verbos ser e parecer concordam com o predicativo:
   Tudo são esperanças.
   Aquilo parecem ilusões.

  - Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo ser concorda sempre com o nome ou pronome que vier depois:
   Que são florestas equatoriais?
   Quem eram aquelas mulheres?

  - Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com a expressão numérica (predicativo):
   São oito horas.
   É zero hora em Curitiba.
   Hoje são 31 de março.

Observação: Estando o predicativo precedido da expressão perto, singular ou plural:
   " Eram perto de oito horas."
   " Era perto de duas horas quando saiu da janela"

  - Com o predicado nominal indicando preço, quantidade, peso, o verbo ser fica no singular: 
   Três batalhas é muito pouco.
   Trinta milhões de dólares é muito dinheiro. Duas horas não é tanto assim.

  - Quando o sujeito é um nome de coisa, no singular, e o predicativo um substantivo no plural:
   "A cama são uma palhas"
   "A causa eram o seus projetos"
   " Sua salvação foram aquelas ervas".

Observação: O sujeito ou o predicativo sendo nome de pessoa, com ele concordará o verbo ser:
   O homem é cinzas
   Seu orgulho eram os velhinhos.

  - Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitvo, o verbo ser concorda com o predicativo:
   Dançar e cantar é a sua atividade.
   Estudar e trabalhar são as minhas atividades.

  - Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo ser concordará com o pronome: 
   A ciência, mestres, sois vós.
   Em minha turma, o líder sou eu.
   O Brasil são eles.

26. Verbo Parecer
   O verbo parecer, seguido de infinitivo, admite duas construções:
a) Flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo.
      Os montes parecem cair.
      As paredes pareciam estremecer.

b) Flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo parecer.
     Os montes parece caírem.
     As paredes parecia estremecerem.

27. Haja(m) vista
     Esta expressão pode ser construída de três modos diferentes: 
1ª - hajam vista os livros desse autor. (= tenham vista, vejam-se)
2ª - haja vista os livros desse autor. (= por exemplo, os livros...)
3ª - haja vista aos livros desse autor. (=olhe-se para, atente-se para os livros...)

    A contrução mais comum e mais aceitável é a 1ª.
    Perceba que a palavra vista permanece sempre invariável.

domingo, 12 de setembro de 2010

3ºA e 3ºB - Guimarães Rosa

Disciplina: Língua Portuguesa

Orientação:
          - Copie ou cole em seu caderno a impressão desta postagem.
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João Guimarães Rosa

     João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais. Estudou Medicina em Belo Horizonte. Passou a integrar o serviço médico da força pública em 1932. Dois anos depois, fixou-se como Oficial Médico do 9º Batalhão de Barbacena. Teve intensa participação na vida política entre 1938 e 1958, exercendo diversos cargos ligados à diplomacia e à cultura: foi o primeiro cônsul em Hamburgo, Alemanha; depois, primeiro secretário e conselheiro da embaixada brasileira, em Paris; em seguida, ministro da primira classe, e assim por diante. Em 1963, ingressou, eleito por unanimidade, na Academia Brasileira de Letras. Faleceu no Rio de Janeiro m 1967.
      Em sua obra, o sertão é um mundo e, de modo especial, um mundo que pode ser registrado, manipulado e transformado: é um mundo míico, ativo, interativo; espaço natural e cultural do sertanejo, que salta, de modo mais imediato, aos olhos dos leitores. Esse interesse, porém, aparece, não ocasionalmente, apenas como um fio da meada, como pretexto apenas para uma discussãomais universal sobre o ser humano e seu mundo; na verdade, sobre a relação, sempre tensa, que se estabelece entre o ser humano e o seu mundo.
      De qualquer modo, na obra de Rosa, vislumbra-se essa ponte de ligação, de transcendência, entre o regional sertanejo e o universal humano, o que muito apropriadamente acontece no campo da linguagem e não em outro campos.

Linguagem

     A linguagem da obra rosiana constitui um universo simbólico novo, reinventado, ao passo que representa, também como reinvenção, a vida sertaneja, a fala sertaneja, a angústia, a felicidade, a descoberta, o encontro e o desencontro sertanejo, como indicadores sensíveis da natureza e da existência do ser humano  do mundo.
    Mais diretamente poderíamos dizer que para Guimarães Rosa o sertão é um mundo - espaço existencial - e um mundo confundido com o universo linguístico poético, no sentido de que tudo nele é ainda virgem, novo e exótico, como experimentação de sentidos.
    Em Rosa, o universo linguístico compreende um exaustivo trabalho com o léxico, que é recriado a partir de uma diversidade de técnicas morfológicas: os neologismos (a partir de derivações, composições, importações, corruptlas etc); a valorização de arcaísmos; o uso de onomatopeias; as renovações semânticas (novos significados para velhas palavras e expressões); as figuras de linguagem de todo gênero; o uso do vocabulário popular, do vocabulário sertanejo e do vocabulário culto; enfim, o experimentalismo vocabular em seu mais alto grau de liberdade e criatividade, a ponto de se ter de insinuar a existência de um dicionário novo, só de Guimarães Rosa.
     Depois, para além do léxico, também a sintaxe de Rosa passa por um processo de reinvenção, renovação das possibilidades de relações entre as palavras e expressões: a sintaxe popular e a culta mesclam-se e conturbam-se em suas regras pela soma de relações  sintáticas inusitadas, livres, distantes da prisão normativa; ideias e palavras somam-se num torvelinho, lançando os textos de Rosa aos campos novos, experimentais, surpreendentes, de feições estéticas, belas, poéticas.

O particular e o universal

    Rosa renova o tema do regionalismo, que se configura como reflexo de uma originalidade linguística e de pontes poéticas criadas entre o que é local e o que é universal, entre o homem sertanejo e o homem universal: de um lado, encontramos sempre a problemática da jagunçagem, do coronelismo, das aventuras interioranas no setão; de outro laod, encontramos a problemática metafísica, filosófica, teológica, pertencente a todo homem, de qualquer lugar.


Sertão, Mundo e Poesia

    Das cenas rosianas, brotam ambientes vivos, dinâmicos, espaços existenciais, interativos, por vezes, personificados, verdadeiramente panteístas, em cujo tempo encontramos, sobretudo, o fluxo interior, circular e revelador; brotam universos folclóricos, cercados de transcedência; brotam vidas enquanto existência exterior e interior e mortes enquanto limitação: o amor, a comunhão, os rompimentos, os medos, as certezas, as angústias, as esperanças, as desilusões,as descobertas, as perdas, o Deus, o Demônio, o bem o mal; as tensões entre o sertão e o mundo, entre o mundo e a linguagem brotam de Rosa, belos, desde suas primeiras estórias.
    Fabuloso fabulista, Rosa procurou com a ficção encontrar as respostas para as perguntas essenciais da vida, enquanto destino material e místico - essencialidade que aproxima a ciência da metafísica, redundando numa profunda integração entre a arte e a realidade: " saber de onde viemos", "para onde vamos" e "por que estamos aqui" são os saberes que somente encontram repsostas quando a ciência, a religião e a arte caminham entrelaçadas e comprometidas, indistintamente, com as verdades históricas e com as verdades místicas e metafísicas.
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Interessante!

Veja os vídeos sobre Guimarães Rosa:
                             1º vídeo -  João Guimarães Rosa
                            



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

2ºA, 2ºB e 2ºC - Concordância Nominal

Disciplina: Português

Orientações:
            - Copiar e/ou colar no seu caderno o conteúdo desta postagem.
            - Exercícios e explicação na aula de 2ª feira.
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Concordância Nominal

     É a que se faz, em gênero e número, entre o artigo, o pronome, o numeral ou o adjetivo e o substantivo a que se referem.
     A concordância do adjetivo com o substantivo pode, em alguns casos, trazer dúvidas. Por isso, vamos conhecer algumas regras.


Regras Gerais

1. Concordância do adjetivo com um só substantivo
        O adjetivo concorda com o substantivo em gênero e número.

Exemplo:               Recebi um bom livro
                             Realizou belas obras.

2. Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos
       O adjetivo concorda, por norma, com o substantivo mais próximo.

Exemplos:             Seu trabalho revelou-se raro talento e beleza.
                            Seu trabalho revelou-se rara beleza e talento.

Observações:
    a) Referindo-se a nomes próprios, de parentesco ou a títulos, o adjetivo deve ir para o plural quando a construção frasal indicar que ele se refere a todos os substantivos:
Exemplo:             Estudamos os extraordinários Camões e Gil Vicente.
                           Colaborava com as esforçadas mãe, irmã e tia.

    b) Quando em função de predicativo, o adjetivo anteposto poderá concordar com o substantivo mais próximo ou ir para o plural:
Exemplo:             Estava oculta a carta, a joia e o testamento.
                           Estavam ocultos a carta, a joia e o testamento.

3. Adjetivo após dois ou mais substantivos:
        Nesse caso, há duas construções possíveis: concorda com o mais próximo, ou vai para o plural, prevalecendo, então, o masculino.
Exemplo:            Recebeu um elogio e uma promoção merecida.
                          Recebeu um elogio e uma promoção merecidos.

4. Dois ou mais adjetivos com um substantivo
       Nesse caso, também há duas construções possíveis: permanecerá no singular se houver repetição do artigo. Se não, irá para o plural juntamente com o artigo que o antecede.
Exemplo:          Suportou a pressão interna e a externa.
                        Suportou as pressões interna e externa.


Casos particulares
     As expressões anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio, quite, junto, leso e meio concordam com a palavra a que se referem.

Anexo
         Precedido par preposição em, fica invariável:
Exemplos:        As certidões vão anexas ao requerimento.
                       Em anexo, seguem as faturas.

Incluso
Exemplos:         Remeto-lhes, inclusas, as faturas.
                        Remeto-lhes, inclusos, os documentos.

Obrigado
Exemplos:        A moça disse: muito obrigada.
                       O rapaz disse: muito obrigado.

Mesmo - Quando significa de fato, realmente, é invariável:
Exemplos:        Ele mesmo fará os convites.
                       Ela mesma fará os convites.
                       Ela fará mesmo parte da banca examinadora.

Próprio
Exemplos:       Ele próprio expedirá a correspondência.
                       Ela própria expedirá a correspondência.

Meio - Meio, advérbio, é invariável.
Exemplos:      Compramos meio quilo de soja.
                      Serviu-nos meia porção de arroz.
                      Encontrei-a meio triste

Quite - Com o sentido de igualmente pago, igualado, o adjetivo quite vai para o plural.
Exemplos:      Estou quite com o Serviço Militar.
                     Estamos quites com o Serviço Militar.
                     Estamos quites.


Junto - Funcionando como advérbio (juntamente), ou compondo locução prepositiva (junto com, junto de), é invariável:
Exemplos:     Remeto-lhes,juntas, as faturas.
                    Remeto-lhes, juntos, os documentos.
                    Junto, remeto-lhe as certidões.

Leso
Exemplos:    Cometeu um crime de lesa-majestade.
                    Foi um crime de leso-patriotismo.

Possível
          Com a expressão o mais ... possível, deve-se fazer a variação de acordo com o artigo que a encabeça.
Exemplo:     Vencia obstáculos o mais difíceis possível.
                   Vencia obstáculos os mais difíceis possíveis.

Alerta
          É sempre inváriável
Exemplo:     Os soldados estavam alerta.
          
Menos
          É sempre invariável
Exemplo:     Há menos convidados do que prevíamos.

Só e sós
         Só, empregado como adjetivo, significando "sozinho, desacompanhado, solitário, único", deve concordar em número com a palavra que modifica:
Exemplo:     Maria passeou só.
                   João e Maria partiram sós.

         Empregado como advérbio, com o sentido de "somente, apenas, unicamente", permanece invariável.
Exemplo:     Só eles tiveram coragem.
                   Vocês só fizeram isso?
             
A sós
        É invariável.
Exemplo:     Gostaria de ficar a sós por uns momentos.

É proibido, É bom e É necessário.
         Nos predicados nominais em que ocorre o verbo SER mais um adjetivo, formando expressões do tipo é bom, é necessário, é proibido, há duas construções:
1. Se o sujeito não vem precedido de artigo, ou qualquer modificador, a expressão fica invariável, portanto, no masculino.
Exemplo:    É necessário organização.
                  É proibido entrada. Entrada é proibido.

2. Se o sujeito vem precedido de artigo, ou qualquer modificador, a expressão concorda normalmente com o sujeito.
Exemplo:   É necessária a organização.
                 É proibida a entrada. A entrada é proibida.

Um e outro / nem um nem outro
         Com essas expressões, deve o substantivo ficar no singular e o adjetivo, no plural:
Exemplo:    Um e outro automóvel modernos lograram êxito de vendas.
                  Nem um nem outro aluno estudiosos ficaram apreensivos.
                  Um e outro teste fáceis foram resolvidos.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

1ºD - Atividade sobre Vulcanismo

Disciplina: Geografia

Orientações:
      - A atividade deve ser feita à caneta;
      - Siga cada passo desta postagem.
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 1º Passo:

     - Veja os vídeos dos links abaixo:
                  1º vídeo:      Submarino flagra erupção vulcânica no fundo do oceano
                  2º vídeo:      Explosão Vulcão Na Islândia Jornal Da Globo 15/04/2010

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2º Passo:

     - Copie e responda as questões abaixo:

1) Qual o motivo do fenômeno vulcanismo ocorrer naquele determinado local do 2º vídeo?

2) Do que é composta as cinzas expelidas pelo vulcão do 2º vídeo? Em qual das partes da composição do planeta Terra está presente este material?

3) No primeiro vídeo é apresentada a erupção vulcânica no fundo do oceano. Nesta erupção, temos a eliminação do magma. De qual parte que compõe o planeta Terra é expelido este material? Quando ele entra com contato com a água, o que ocorre?

4) Durante as aulas, discutimos sobre os três domínios das superfície terrestre. Indique tanto no 1º vídeo quanto no 2º, quais os domínios que estão envolvidos nesses eventos.
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3º passo:

- Entregar esta atividade até o dia 22/09/2010.

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2ºA, 2ºB e 2ºC - Fábula, Conto, Apólogo e Parábola

Disciplina: Português


Orientações:
      - Leia os textos abaixo (copie e/ou cole no seu caderno se julgar necessário);
      - Faça os exercícios (é necessária a cópia ou impressão dos mesmos para o seu caderno).
      - Faremos a correção na 3ª Feira (14/09).
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Texto 1: Aprendendo com os erros

      O mestre, conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
      O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
      Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
      -Você não me ensinou nada hoje- diz o aprendiz, levando mais um tombo.
      -Ensinei sim, mas você parece que não aprende - respondeu o mestre - estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
      -E como lidar com eles?
      - Como deveria lidar com seus tombos- respondeu o mestre- Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.



Texto 2: A raposa e as uvas

       Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
       - Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.

                              Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.
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Exercícios

1) Você classificaria o Texto 1 como um apólogo, conto, parábola ou uma fábula? Justifique sua Resposta.

2) Você classificaria o Texto 2 como um apólogo, conto, parábola ou uma fábula? Justifique sua Resposta.
 
3) Explique com suas palavras cada uma das modalidades de estória (apólogo, conto, parábola e fábula).

4) Em alguma das modalidades é perceptível a presença de um ensinamento e/ ou moral da estória. Quais são essas modalidades e como esta presença é trabalhada?

3ºA e 3ºB - Clarice Lispector

Disciplina: Português

Orientação:
 - Copie ou cole a impressão em seu caderno.
 - Leve para a sala os exercícios resolvidos.
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Clarice Lispector

       Na obra de Clarice Lispector, a caracterização e as ações são elementos secundários. Importa-lhe captar a vivência interior das personagens e a complexidade de seus espaços psicológicos. Daí resultam uma narrativa introspectiva e o monólogo interior, em que muitas vezes percebe-se o envolvimento do narrador, ficando difícil estabelecer as fronteiras entre narrador e personagens. Essa centralização na consciência contribui para a digressão, a fragmentação dos episódios e o desencadeamento do "fluxo de consciência", isto é, a expressão direta dos estados mentais, nos quais parece manifestar-se diretamente o inconsciente, do que resulta certa perda da sequência lógica.
      Na trilha filosófica do existencialismo, Clarice enfatiza a angústia do homem diante de sua liberdade para escolher o curso que deseja dar à sua vida. Essa escolha é necessária, já que sua existência não está predeterminada, e a maneira de cada indivíduo ser e estar no mundo e entendê-lo resulta de sua própria opção. Assim, ele tem a liberdade de optar por uma vida autêntica e questionadora, mas isso provavelmente o levará a enxergar um mundo absurdo em que nada faz sentido e, consequentemente, a afundar-se num abismo de perplexidades. Por outro lado, pode refugiar-se na banalidade e nos interesses imediatos, limitados e efêmeros, os quais certamente nunca o deixarão plenamente satisfeito.
      As narrativas de Clarice Lispector quase sempre focalizam um momento de revelação, um momento especial em que a personagem defronta-se subitamente com a verdade. Esse momento especial é o que se chama epifania, que é uma manifestação súbita, provocada por uma experiência que, a princípio, mostra-se simples e rotineira, mas acaba por mostrar a força de uma inusitada revelação. Os objetos mais simples, os gestos mais banais e as situações mais cotidianas provocam uma iluminação repentina na consciência da personagem.
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Exercícios

1. Identifique, entre os trechos de Clarice Lispector abaixo, aquele que pode corresponder a um momento de epifania:


a) "a mãe dele estava nesse instante enrolando os cabelos em frente ao espelho do banheiro, e lembrou-se do que a cozinheira lhe contara do tempo de orfanato".


b) "De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos.
     Tinha quinze anos e não era bonita. Mas por dentro da magreza, a vastidão quese majestosa em que se movia como dentro de uma meditação. E dentro da nebulosidade algo precioso. Que não espreguiçava, não se comprometia, não se contaminava. Que era intenso como uma joia. Ela."


c) "O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara para trás para sempre. Mas o mal estava feito."


2. Que corrente filosófica influenciou a obra de Clarice Lispector?
3. Segundo a filosofia existencialista, a angústia seria resultante de quê?


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Interessante!

Veja a entrevista com a Clarice Lispector:
                              Parte 1 -    Entrevista com Clarice Lispector - Parte 1 
                              Parte 2 -    Entrevista com Clarice Lispector - Parte 2
                              Parte 3 -    Entrevista com Clarice Lispector - Parte 3 
                              Parte 4 -    Entrevista com Clarice Lispector - Parte 4
                    Parte 5 -     Entrevista com Clarice Lispector - Parte 5
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

8ªB - História em Quadrinhos

Disciplina: Leitura e Produção de Textos


A criação das Histórias em Quadrinhos


Após a leitura da obra "Dom Quixote" e a resolução de alguns exercícios, é o momento oportuno para entender um pouco mais sobre uma ferramenta que nos mostra tanto o texto com os diferenciados recursos de expressão relacionando-se com a imagem: a História em Quadrinhos.

Siga as orientações abaixo:

1º Passo
 - Veja o vídeo:                 http://www.youtube.com/watch?v=zEi-gV0Gwbo

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2º Passo
De acordo com o vídeo, responda em seu caderno:

1) O que é preciso para iniciar uma HQ?
2) Quais são as 5 partes de um roteiro? Descreva cada uma delas.
3) Quais são as formas de produzir os balões? Descreva cada forma.
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3º Passo

Aproveitando assunto, veja algumas histórias em quadrinhos:
( Caso não consiga ler todos os balões por causa do formato do blog, clique na imagem)







Veja mais HQ no site: http://www.monica.com.br/comics/seriadas.htm
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4º Passo
Responda em seu caderno:



 4) Existe somente um estilo de História em Quadrinhos? Você consegue se lembrar de algum tipo de HQ que todos nós conhecemos e inclusive, formou desenhos que são exibidos na televisão?
5) Há algumas diferenças entre este estilo e o comum? Cite algumas.